Reflexões
Manter a criança interior viva
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A brincadeira tem muito mais importância na vida adulta do que imaginamos.
A ciência já demonstrou que brincar não é apenas uma forma de diversão.
É uma atividade fundamental para o desenvolvimento cerebral, estimulando a neuroplasticidade e fortalecendo conexões neurais relacionadas à atenção, à memória e ao autocontrole.
Mas, para mim, brincar na vida adulta vai muito além disso.
É conseguir manter o bom humor mesmo nos dias mais tensos e difíceis.
É encontrar leveza em meio às responsabilidades. É não levar tudo tão a sério o tempo inteiro.
É continuar sendo um pouco quinta série, mesmo depois de adulta.
Curiosamente, não tenho muitas lembranças da minha infância. Mas, quando olho minhas fotos, gosto de imaginar o quanto fui feliz.
Raramente apareço séria, chorando ou emburrada. Na maioria delas, estou sorrindo, brincando ou fazendo alguma graça.
E gosto de pensar que essa menina continua aqui, dentro de mim.
O psiquiatra Stuart Brown, que dedica seus estudos à importância do brincar, defende que essa capacidade também está relacionada à criatividade, à descoberta e à nossa habilidade de lidar com o inesperado.
Talvez seja por isso que eu valorize tanto o bom humor, a espontaneidade e a capacidade de rir de mim mesma.
Porque a vida adulta já nos exige seriedade demais.
E crescer, para mim, nunca significou deixar de brincar.
É por isso que faço questão de manter minha criança interior sempre viva.
Por Dani Simomura
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